Descrição
O Chrysler Building é o arranha-céu art déco na esquina da 42nd Street com a Lexington Avenue, em Midtown Manhattan: 319 metros de tijolo e aço coroados por arcos de aço reluzentes e uma agulha fina como um alfinete. Em 1930 foi, por alguns meses, o edifício mais alto do mundo.
Sua marca registrada é a coroa: sete arcos escalonados revestidos de aço nervurado e rebitado, que se abrem em leque como um sol radiante ou os raios de uma roda, vazados por fileiras de janelas triangulares. À noite as janelas ficam contornadas de luz, e a ponta termina numa agulha delgada.
Mais abaixo, o prédio é uma homenagem ao automóvel. Nos cantos do 31º andar ficam enormes ornamentos de capô em forma do elmo alado de Mercúrio, acima de um friso de calotas e para-lamas; no 61º andar, águias se debruçam sobre a rua como as gárgulas de uma catedral gótica.
O saguão, por muito tempo a única parte do prédio aberta ao público, é uma vitrine do luxo art déco: paredes de granito vermelho africano, pisos com faixas de travertino amarelo de Siena, luz suave filtrada por mármore e ônix âmbar, e portas e fachadas de lojas em aço polido.
No teto se estende Transport and Human Endeavor, um mural de 34 metros de comprimento de Edward Trumbull, pintado em ocre e dourado com aviões, fornos de aço incandescentes e o próprio edifício. As portas dos elevadores têm marchetaria de madeira com um motivo de flores de lótus, e cada cabine tem sua própria combinação de madeiras.
Walter Chrysler, o chefe da montadora, pagou a torre do próprio bolso, como investimento para os filhos. Sua altura foi fruto de uma corrida: o arquiteto William Van Alen disputava com o 40 Wall Street o título de prédio mais alto do mundo, e o rival não parava de aumentar seus projetos.
Então Van Alen mandou montar em segredo uma agulha de 38 metros dentro do topo do edifício. Em outubro de 1929 ela foi içada para o lugar em cerca de 90 minutos, superando tanto o 40 Wall Street quanto a Torre Eiffel: a primeira estrutura já construída com mais de 300 metros.
O recorde durou 11 meses, até a inauguração do Empire State Building em 1931. A vitória também não trouxe muita sorte a Van Alen: Chrysler se recusou a pagar seus honorários, e o processo que se seguiu, junto com a Grande Depressão, encerrou sua carreira de arquiteto.
Sua marca registrada é a coroa: sete arcos escalonados revestidos de aço nervurado e rebitado, que se abrem em leque como um sol radiante ou os raios de uma roda, vazados por fileiras de janelas triangulares. À noite as janelas ficam contornadas de luz, e a ponta termina numa agulha delgada.
Mais abaixo, o prédio é uma homenagem ao automóvel. Nos cantos do 31º andar ficam enormes ornamentos de capô em forma do elmo alado de Mercúrio, acima de um friso de calotas e para-lamas; no 61º andar, águias se debruçam sobre a rua como as gárgulas de uma catedral gótica.
O saguão, por muito tempo a única parte do prédio aberta ao público, é uma vitrine do luxo art déco: paredes de granito vermelho africano, pisos com faixas de travertino amarelo de Siena, luz suave filtrada por mármore e ônix âmbar, e portas e fachadas de lojas em aço polido.
No teto se estende Transport and Human Endeavor, um mural de 34 metros de comprimento de Edward Trumbull, pintado em ocre e dourado com aviões, fornos de aço incandescentes e o próprio edifício. As portas dos elevadores têm marchetaria de madeira com um motivo de flores de lótus, e cada cabine tem sua própria combinação de madeiras.
Walter Chrysler, o chefe da montadora, pagou a torre do próprio bolso, como investimento para os filhos. Sua altura foi fruto de uma corrida: o arquiteto William Van Alen disputava com o 40 Wall Street o título de prédio mais alto do mundo, e o rival não parava de aumentar seus projetos.
Então Van Alen mandou montar em segredo uma agulha de 38 metros dentro do topo do edifício. Em outubro de 1929 ela foi içada para o lugar em cerca de 90 minutos, superando tanto o 40 Wall Street quanto a Torre Eiffel: a primeira estrutura já construída com mais de 300 metros.
O recorde durou 11 meses, até a inauguração do Empire State Building em 1931. A vitória também não trouxe muita sorte a Van Alen: Chrysler se recusou a pagar seus honorários, e o processo que se seguiu, junto com a Grande Depressão, encerrou sua carreira de arquiteto.